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CEO da Ligga rebate crítica de “condução desastrosa” do negócio



A CEO da Ligga Telecom, Rosangela Miqueletti Martins de Oliveira, divulgou nota nesta quinta-feira (5) na qual afirma que a empresa atua “conforme seu planejamento estratégico, com operação regular, em linha com a legislação aplicável e com os contratos firmados e seguindo as melhores práticas de governança corporativa”.

A publicação ocorre após o sócio minoritário da companhia, Agnaldo Bastos Lopes, apontar “fatos graves” e “desastrosa condução” do negócio em uma notificação extrajudicial endereçada à Ligga e à sua controladora, BP Participações S.A., do empresário Nelson Tanure.

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No documento, Lopes, que detém 4,13% das ações da operadora (por meio da SR22 Administradora de Bens e Participações Societárias) afirma haver indícios de que recursos levantados por meio de uma emissão de debêntures incentivadas não foram investidos em infraestrutura, finalidade que justificaria o benefício fiscal associado a esse tipo de título.

Além disso, R$ 400 milhões do caixa teriam sido alocados em aplicações do Banco Master, que hoje seriam irrecuperáveis em razão da liquidação da instituição financeira pelo Banco Central (BC).

Segundo uma linha de investigação da Polícia Federal (PF), Tanure poderia ser um “sócio oculto” do Banco Master, “exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”. O empresário nega. No dia 14 de janeiro, ele foi alvo da Operação Compliance Zero e teve seu celular apreendido.

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CEO da Ligga diz que empresa vive “um de seus melhores momentos”

No comunicado publicado nesta quinta, Rosangela diz que as informações da companhia são públicas, acompanhadas por auditorias independentes e supervisionadas pelos órgãos reguladores competentes.

“Lamento que, em determinados momentos, discussões de natureza particular acabem desviando a atenção do que é essencial: a preservação do valor da companhia, a continuidade de nossas operações e o cumprimento de nossos compromissos com clientes, parceiros, colaboradores e reguladores”, diz a CEO da Ligga.

A executiva assumiu a presidência da companhia em novembro de 2024, substituindo Wendell de Oliveira.

Ainda de acordo com Rosangela, a empresa vive um de seus melhores momentos, com avanço das operações, ampliação da base de clientes e evolução de soluções e produtos.

“A Ligga atua com pioneirismo na popularização da fibra óptica no Estado do Paraná desde que adquiriu a Copel Telecom no leilão de 2021 e segue prestando serviços de excelência aos setores público e privado e aos consumidores residenciais”, afirma.

A empresa mantém tratativas “de caráter exploratório e não vinculante” para a venda da operação à operadora Brasil Tecpar, segundo ambas as partes, mas a SR22, na condição de acionista minoritária, afirma não ter recebido informações adequadas sobre as negociações.



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