
A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, capital do Amapá, na manhã desta sexta (6), por suspeitas de irregularidades envolvendo investimentos da previdência dos servidores do estado no liquidado Banco Master. A operação Zona Cinzenta é um desdobramento da Compliance Zero, deflagrada no ano passado, investiga a aplicação de recursos da Amapá Previdência (Amprev) em papéis sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) considerados de alto risco.
De acordo com as primeiras informações, um dos alvos da operação é o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois integrantes do comitê de investimentos. Os mandados foram autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal e envolvem a aplicação irregular de cerca de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado (RPPS/AP) nas chamadas Letras Financeiras, que também entraram na mira das investigações do Banco Master por suspeita de não terem lastro.
“A investigação examina a aprovação e a execução de investimentos realizados pela autarquia estadual responsável pela gestão do RPPS/AP em Letras Financeiras emitidas por banco privado. Estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta”, explicou a Polícia Federal em nota.
A Gazeta do Povo procurou a Amprev para se posicionar sobre a operação e aguarda retorno.
A operação desta sexta (6) busca esclarecer se houve prejuízo ao patrimônio público e identificar os responsáveis pelas aplicações no Master. A suspeita de irregularidades nos investimentos surgiu pouco depois da liquidação do banco pelo Banco Central, em que se revelou que fundos de previdência de servidores haviam alocado recursos na instituição – como a Rioprevidência, do estado do Rio de Janeiro, com quase R$ 1 bilhão.

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