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Defesa de Vorcaro nega pedido de envio de investigações ao STF



A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou neste sábado (10) que não solicitou o envio de parte das operações Carbono Oculto e Quasar ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Carbono Oculto tramita na esfera estadual e a Quasar na federal, ambas em São Paulo.

A manifestação ocorreu após o portal UOL revelar que a Justiça de São Paulo, nas duas esferas, negou o pedido para remeter parte das investigações que mencionassem o banqueiro ao STF. Os inquéritos tramitam em sigilo.

Em nota à Gazeta do Povo, a defesa de Vorcaro afirmou que “não foi solicitado o envio de nenhuma das três operações mencionadas (Carbono Oculto, Quasar ou Tank) ao Supremo Tribunal Federal”. A Tank tramita na Justiça Federal do Paraná.

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“O pedido feito à Justiça teve como único objetivo apurar a procedência de notícias que associavam, de forma indevida, Daniel Vorcaro e o Banco Master a essas operações”, diz o comunicado.

As operações apuram a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis e no mercado financeiro para desviar bilhões.

Os juízes da primeira instância não viram vínculo entre o Master e as operações da Polícia Federal. Além disso, destacaram que em nenhuma das investigações há menção de autoridades com foro privilegiado.

“Nas decisões nos processos de cada uma das operações, os respectivos juízes afirmaram expressamente que não há qualquer relação de Daniel Vorcaro ou do Banco Master com os casos citados e, por isso, não havia nada a ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal”, afirmaram os advogados de Vorcaro, em nota.

Durante a Operação Quasar, a PF encontrou mensagens que citavam o Banco Master entre um funcionário de uma gestora de fundos e um intermediário de Vorcaro. Segundo apuração do UOL, o juiz considerou que houve “encontro fortuito” de provas. O material foi remetido a outro inquérito.

A investigação sobre a suspeita de fraude envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) tramita no STF, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

A investigação da Operação Compliance Zero tramitava na 10ª Vara Federal de Brasília, mas “subiu” ao Supremo após o nome do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) ser encontrado em documentos durante a investigação. O parlamentar nega qualquer irregularidade.



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