O governo Lula lançou na quinta-feira (8) o programa Move Brasil, com valor de R$ 10 bilhões em financiamento de caminhões com taxas de juros mais baixas para as empresas de transporte rodoviário de carga, cooperativas e caminhoneiros autônomos. Seria um estímulo à “renovação” da frota e deverá atender a critérios de sustentabilidade dos veículos.
Compõem a carteira de recursos R$ 6 bilhões do Tesouro Nacional e o restante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é responsável por operar todas as linhas de crédito do Move Brasil. Do total, R$ 1 bilhão seria reservado só para caminhoneiros autônomos e cooperados.
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Em dezembro de 2025, o Governo do Brasil publicou Medida Provisória que autoriza a destinação de recursos para as linhas de crédito de renovação da frota de caminhões. Por meio de uma portaria, o MDIC definiu os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem para concessão dos financiamentos. Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras das operações (juros, prazo, carência), com vantagens especiais a quem entregar veículo antigo para desmonte.
“Isso é importante para o meio ambiente, para saúde pública e para a economia, porque retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca nas rodovias veículos novos e mais seguros e ajuda a segurar emprego e estimular a indústria e o comércio nacional”, declarou Alckmin, durante visita a uma concessionária de caminhões, em Brasília, segundo transcrição da Agência Brasil.
Medida “livre” de impacto fiscal
O Ministério da Fazenda indicou que a medida não tem impacto fiscal primário, já que os financiamentos são reembolsáveis, não contam com garantia da União e têm risco de crédito assumido pelas instituições financeiras participantes. O valor máximo de financiamento é de R$ 50 milhões por beneficiário.
A fabricação do caminhão a ser adquirido deverá ser pelo menos de 2012 em diante. O programa prevê ainda condições mais favoráveis de juros para caminhões movidos a eletricidade ou biometano, que costumam ter custo mais elevado do que os modelos a diesel.
História se repete
O programa Move Brasil lembra o Pró-caminhoneiro, do segundo mandato de Lula. Lançado em junho de 2006 para turbinar a economia com um orçamento de R$ 500 milhões, aprovou mais de 250 operações e inundou o mercado com caminhões novos. Apesar de um impacto inicial positivo, a demanda da economia por transporte de cargas não acompanharia o excesso de caminhões. Com a alta do preço do diesel e a recessão econômica a partir de 2014, o excesso de veículos acabaria gerando as condições para a greve dos caminhoneiros, que parou o país em 2018.



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