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Trump pede que Apple acabe com políticas de diversidade e inclusão após acionistas votarem a favor de iniciativas




Grandes empresas dos EUA, incluindo a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, e a Alphabet, dona do Google, abandonaram as iniciativas de diversidade e inclusão quando Trump voltou à Presidência, mas a Apple seguiu caminho contrário. Trump assina ordem executiva no Salão Oval, na Casa Branca.
Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quarta-feira (26) que a Apple elimine suas políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), um dia depois que os acionistas da fabricante do iPhone votaram para mantê-las.
Grandes empresas dos EUA, incluindo a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, e a Alphabet, dona do Google, abandonaram as iniciativas de diversidade e inclusão quando Trump voltou à Presidência.
A Apple, no entanto, seguiu caminho contrário, mesmo diante da crescente resistência de grupos conservadores.
“A Apple deveria se livrar das regras do DEI, não apenas fazer ajustes nelas. O DEI foi uma farsa que foi muito ruim para o nosso país. O DEI acabou!”, escreveu Trump em uma publicação em sua rede social, o Truth Social.
A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito pela agência Reuters.
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A votação de terça-feira (25) na reunião anual da fabricante do iPhone foi vista como um teste das opiniões dos acionistas sobre os programas de diversidade e inclusão, que muitas empresas adotaram ou reforçaram a partir de 2020, em meio ao movimento Black Lives Matter.
Os defensores dessas políticas dizem que elas tratam de preconceitos, desigualdade e discriminação de longa data. Mas os proponentes da proposta contra o DEI da Apple argumentaram que mudanças legais recentes poderiam resultar em um aumento nos casos de discriminação se a Apple mantivesse tais políticas.
Trump emitiu um decreto em janeiro para acabar com as iniciativas de DEI no governo federal e no setor privado, afirmando que tais esforços discriminam outros norte-americanos, como homens e pessoas brancas, e enfraquecem a importância do mérito na contratação ou promoção de empregos.
A Apple disse manter um esforço ativo de supervisão para evitar riscos legais e afirmou que a proposta restringia inadequadamente a administração.
A empresa divulga dados sobre a diversidade da força de trabalho, mas não estabelece metas ou cotas, concentrando seus esforços de DEI em programas como uma iniciativa de justiça racial que apoia faculdades e universidades historicamente negras nos EUA.
“A força da Apple sempre veio da contratação das melhores pessoas e da criação de uma cultura de colaboração, na qual pessoas com diversas origens e perspectivas se reúnem para inovar”, disse o presidente-executivo da empresa, Tim Cook, na reunião de terça-feira.
Mas ele também sinalizou que a empresa pode fazer alguns ajustes em resposta a novos desdobramentos.
“À medida que o cenário jurídico em torno dessas questões evolui, talvez precisemos fazer algumas mudanças para cumpri-las, mas nosso lema de dignidade e respeito por todos e nosso trabalho para esse fim nunca vacilarão”, disse Cook.
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Investimento de US$ 500 bilhões nos EUA
Na última segunda, a Apple disse que investirá mais de US$ 500 bilhões (R$ 2,85 trilhões) nos Estados Unidos e criará 20 mil empregos, nos próximos quatro anos, após um chamado de Trump para que as empresas voltem a produzir no país.
A empresa planeja aumentar a capacidade de suas unidades de produção já existentes nos EUA e construir uma nova fábrica em Houston, Texas, destinada a produzir servidores que até agora eram fabricados “fora dos Estados Unidos”, segundo o comunicado da empresa.
A notícia foi comemorada por Trump e agradeceu ao executivo-chefe da empresa, Tim Cook, com quem havia se reunido na semana passada.
“A razão, a fé no que estamos fazendo, sem a qual eles não estariam investindo um centavo. Obrigado, Tim Cook e Apple!”, escreveu o presidente em sua rede social Truth Social.
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